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domingo, 27 de outubro de 2013

Partilhas XXXVII

Pedes-me espaço, pedes-me para ficar sozinho e eu fico sem saber o que sentir, o que pensar, o que fazer. 
Deixar-te é talvez das maiores dificuldades, porquê? Porque é assim... Não há razão... Porque te amo, é verdade, porque não te quero longe, não mais longe que estes quilómetros já nos deixam... Mas serão isso razões validas? Amar não é deixar livre?  

Surgem as perguntas, e delas surge a certeza de que te posso deixar ficar sozinho por um pouco, porque sei que vais voltar, porque confio em ti, no teu amor, no nosso caminho.

Na agitação dos dias, esquecemo-nos que a noite chega e que tem que ter valido a pena tudo o que se fez, que tem que se chegar à cama e sentir que demos mais um passo em frente, ainda que a meio da tarde tivéssemos dado 3 ou 4 atrás... Mas à noite é tempo de reflexão, de olhar para dentro e perdoar quem amamos e perdoar-nos a nós, para que ao amanhecer, mais um dia comece na expectativa de ser mais um passo em frente, mais um degrau subido.

Pedir perdão não faz o tempo voltar atrás, nem as feridas deixam de aparecer, mas mostra que o amor que se sente é mais forte e mais importe! Nem sempre o que nós sentimos como ferida é percebido pelo outro... nem sempre o dizemos, mas sempre o sentimos!

O amor incondicional passa pela aceitação plena do que somos, de como somos, mas não implica uma incapacidade de mudança e adaptação de parte a parte, mas implica, isso sim, a capacidade de perdão e de aceitação do que o outro é e do que o outro necessita.

É o momento de o longe ficar finalmente perto, de a ausência dar lugar à partilha e de o sentimos deixar de ser de se estar "a mais" ou a "perturbar", para passar a ser o de "fazer parte imprescindível do caminho" presente e futuro.

É tempo de dizer sim ao que és! De ouvir um sim ao que sou! E de aceitarmos que a vida só faz sentido juntos!

Amo-te Minha Vida!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Partilhas XXXVI


Partilhar o balanço de um ano de existência nem sempre é fácil... até mesmo fazê-lo... Por isso 2012 fica guardado como o ano da agitação e o único balanço que faço dele, é que felizmente traz 2013 logo depois de si! 


Muitos desafios... Muitas conquistas... Que 2013 seja o ano dos bons ventos e das boas marés!

sábado, 15 de setembro de 2012

Partilhas XXXV



"Reciprocidade!
É isso que faz as coias darem certo. Na atenção, no carinho, na lembrança, no amor..."



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Partilhas XXXIV


‎"O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa de se assustar com a distância, com os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E volta mais bonito, mais maduro, volta quando tem de voltar, volta quando é para ser. Acontece que, entre o “ainda não é hora” e “ a nossa hora chegou”, muita gente se perde.”

O universo contempla de forma muito propria o que tem que ser e faz com que seja mesmo que achemos que o podemos evitar. O que tem que ser é mesmo e por mais voltas que se dê, acaba por acontecer.
A distancia e os afastamentos causam dores e moças, ansiedades e medos. Há medida que os dias vão passando e a presença não existe ou simplesmente é diferente começa a crescer a ansiedade na expectativa de quando será que tudo volta ao “normal”.
Há quem diga que o que é nosso acaba sempre por vir ter a nós, mesmo que se afaste acaba sempre por voltar.
E se não volta é porque não tinha que voltar, é porque na verdade não nos faz falta, não faz parte de nós.
Perdermo-nos no caminho da espera é mais comum do que julgamos. Mas se por vezes não nos perdêssemos no caminho não abríamos portas a outros caminhos, a outras coisas bonitas e maduras.
A história vai sendo escrita à medida que a vamos caminhando.   Quando temos a capacidade de esperar até “a nossa hora chegou” é porque chegou mesmo, é porque aí será feita a história. Não é fácil esperar, não é fácil perceber duas, três, quatro vezes que “ainda não é hora” e resistir conscientes de que a espera vale a pena, mas há um dia em que a recompensa chega.

“O que tem de ser, tem muita força.” Só ainda não percebi se tem que ser?!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Partilhas XXXIII

"Primeiro, não queremos perder. 
É lógico não querer perder. 
Não deveríamos ter de perder nada:
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.

Segundo:
Perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro:
Precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir, e esgotar, a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas ultimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse:
Bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis."

Lya Luft

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Partilhas XXXII

"... Há um tempo para tudo... Há um certo tempo para tudo acontecer e temos de fazer da paciência um aliado poderoso, embora esse processo quase alquímico possa decorrer ao longo de toda uma existência. Quando começamos a esboçar a história da nossa vida não sabemos, efectivamente, que rumo lhe vamos dar, e é verdade que às vezes a tinta falha, nos momentos que julgamos determinantes, mas há uma certeza que nunca nos abandona: a da existência de vários apeadeiros, e do tal ancoradouro final onde iremos aportar um dia(...)
A alma humana é dona de territórios que ninguém decifrou ainda. Talvez por essa razão, ainda continuem a descobrira eterna capacidade de nos surpreendermos com os outros, Mas o mais importante é surpreendermo-nos connosco."


sábado, 28 de abril de 2012

Partilhas XXXI

SENTIR
verbo transitivo
1.perceber por meio dos sentidos
2.experimentar (impressão física ou moral)
3.ter (sentimento, afeto)
4.ser afetado por
5.sofrer a ação de
6.ser sensível aressentir-se de
7.pressentiradivinhar
8.reconhecerverificar
9.compreenderapreciar
10.deixar-se impressionar por
verbo intransitivo
1.ser sensívelter sensibilidade
2.figurado ter desgostolamentar
verbo pronominal
1.ter a consciência do seu estadoreconhecer-se
2.imaginar-sejulgar-se
3.ofender-semelindrar-se
nome masculino
1.sensibilidade
2.sentimentoopiniãoperspetiva
(Do latim sentīre, «idem»)
Este verbo, como outros, abarca uma imensidão de significados. Para além de todos esses significados, há ainda a subjectividade do próprio sentir em si... dor, alegria, sofrimento, bem-estar, felicidade, amor, raiva... tristeza, saudade, ausência... cada um destes "sentires" é diferente para uns e para outros... Até para cada um o significado que dá ao seu sentir varia de acordo com diversos factores, idade, luminosidade, estado de ansiedade, entre tantos, tantos outros... 
No fim, apenas importa que se passe na vida sentindo, ainda que não se saiba definir o que se sente ou mesmo o que é sentir, mas sempre sentindo... Só assim as experiências fazem sentido... só assim nos marcam... só assim são o nosso "SER"... 
Sentir no tempo da vida o sentido da existência... o segredo para a plenitude... 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Partilhas XXX

"Saudades... Sinto saudades de tudo o que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando oiço uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais me cruzei ou falei...
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi com deve de ser! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
... Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem aproveitar na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o quê... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é nem onde perdi." 

Não deveria ser...  Mas hoje sinto saudades... de tudo o que achei que já não ia sentir... de tudo o que resolvi "deitar fora"... sinto saudades do que fui, do que tive, de quem fui, de quem tive comigo dia a dia... e não me sinto tranquila com esta saudade, com esta ausência com ou sem motivo conhecido. Preocupa-me este "adeus" que ficou por dizer... e talvez nunca venha a ser dito, porque um dia, se acontecer o momento de o dizer, talvez já não faça sentido, talvez já tenha passado o tempo... talvez não, talvez no fim, se consiga dizer "adeus"... mas e até lá? 

Angustia-me pensar que vou passar uma vida longe de quem um dia foi responsável por aquilo que sou hoje. Como me angustia pensar que não vou acompanhar a vida daqueles a quem eu, de uma ou de outra forma, tento mostrar a importância de se ser pessoa pensante e que sente com a alma... 

Doi... doi a ausência, doi a saudade, doi a partida sem a oportunidade de se dizer o que se sente, o que foi bom, o que foi mau... mas dizer olhos nos olhos, com a hipótese de se ver e sentir a alma do outro que fica quando nós partimos, ou do outro que parte quando nós ficamos... 

E sinto muitas saudades de coisas que vivi, de lugares onde estive, de pessoas que viveram comigo, de coisas que vivi em lugares com pessoas... sinto saudades do tempo em que podia ter escolhido outro caminho... sinto saudades dos momentos importantes que vivi tão intensamente na planificação que não aproveitei a execução como podia... 

E hoje, tenho vontade de alguma coisa que não sei o que é, nem onde está... mas sinto que é alguma coisa que vem ocupar um espaço que ficou vazio quando eu perdi a alegria de viver, a esperança, a vontade... esta coisa que não sei bem explicar o que é, mas que me invade desde há um tempo, tempo esse que não sei definir... que aconteceu num momento e por uma razão que não consigo perceber qual foi... 

Simplesmente vivo um presente, sem recordar demais um passado, mas com saudades do que fui, do que tive, do que sonhei, daquilo em que acreditei e porque lutei... Hoje, estou... simplesmente estou... Acho que deixei de ir em busca dessa "qualquer coisa" que já lá vai e que me preenchia a vida, o tempo, a mente, a alma... E que não me permitia sentir a angustia que estas "coisas por resolver/arrumar" começam a causar em mim e me impedem de ser eu em plenitude. 

Há dias em que a vida nos troca o lado do caminho. E muito sinceramente, estou cansada... muito cansada, não fisicamente, não do trabalho ou da formação... da vida... da luta constante que é a vida e que tem coisas boas e más (sem dúvida)... Mas independentemente disso, estou cansada, muito cansada de tudo o que viver implica. Há dias, como hoje, em que só queria descansar... num descanso tranquilo...  Por muito que gostasse, hoje não consigo estar bem comigo, com o mundo e com a vida... Não sei se algum dia vou conseguir voltar a estar, por enquanto não estou...

domingo, 25 de março de 2012

Partilhas XXIX


Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p'ra receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p'ra receber daquilo que aumenta o coração
 
E hoje acordei com vontade de morrer e nascer de novo... e entregar-me de forma "alucinada" àquilo que me continua a fazer sentido... aquilo de que sinto tanta falta... aquilo que tentei negar... aquilo que não sei se algum dia passará de um "velho sonho"... Quem sabe um dia me "aumente o coração"... 
Tenho saudades de um tempo, de uma pessoa, de uma alegria, de uma confiança e de uma partilha que teima em não querer voltar...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Partilhas XXVII

"O mais difícil é o silêncio ao fim do dia

Não ouvir os teus passos pela casa

E não saber onde pára a alegria

Não saber onde pára a alegria

O mais difícil é dormir com a saudade

Acordar sem nunca te ver por perto

E o deserto no mar da cidade

E o deserto no mar da cidade

 O mais difícil é já não te ouvir cantar
Esconder fotografias

E viver sem saber que esperar

O mais difícil é já não te ouvir cantar

Esconder fotografias

E viver sem saber que esperar

Mas pior que perder

Seria não ter vivido

Seria não ter amado

Seria não ter sofrido

Mas pior que perder

Seria não ter vivido

Seria não ter amado

Seria não te ter tido 
O mais difícil é entrar no quarto vazio

Perceber como tudo está arrumado

E como tudo está sem vida

E como tudo está tão frio

O mais difícil é arrumar a tristeza

É não ter explicação

Desfazer toda esta incerteza

E o difícil é arrumar a tristeza

Não ter explicação
Desfazer toda esta incerteza"


domingo, 29 de janeiro de 2012

Partilhas XXVI

 




 "Fiz-me ausente para ver se notavas, mas parece que nem sentiste a minha falta. É melhor assim, mantenho a minha ausência, quem sabe a qualquer momento tu repares... ou quem sabe outro alguém repare.."

 


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Partilhas XXV

A minha banda sonora das últimas noites de estudo e trabalho... 



Gosto particularmente do refrão e da forma como faz parecer tudo tão simples... Mesmo quando doi, é simples, basta contar até 3...

Ora então 1, 2, 3 para tudo aquilo que até hoje me fez doer...
 
"Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz..."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Partilhas XXIV

Queria muito partilhar um estado de alma positivo, mas ainda não é hoje...
Estou tão cansada, estou tão triste, estou tão desiludida... 

Vou deitar-me e adormecer cansada de tanto chorar... mais uma noite... 

E quando respirar custa, quando acordar dói... Quando se percebe que o nosso caminho está cada vez mais distante de ser aquilo que nos realiza, o que fazemos? Continuamos a acreditar? Reinventamos o nosso caminho? Pois talvez... Mas para mim chega! Chega! Estou cansada, não quero mais... Simplesmente deixem-me ir... Não me prendam mais... Não me peçam mais para ficar... 

 - porque no fim a tua "história" vai ficar igual ao que era antes de eu aparecer e eu vou ficar novamente de pé atrás com a vida... - e não é que eu tinha razão?!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

partilhas XXIII

"Em 2012 (Sagitário) - Resoluções de questões emocionais e familiares. Ano com mudanças significativas em sua vida."
Será?! Será que é 2012 que vai trazer, finalmente, a mudança à minha vida? Resolução de questões também me parece muito bem, porque na verdade os últimos anos têm sido de adiamento de resoluções... 
 Andava para aqui desanimada com o final do ano e a entrada no novo ano, porque não tinha grandes expectativas para 2012, mas esta frase deixou-me animada... Não sei bem se acredito nestas coisas, mas agora apetece-me muito acreditar. Apetece-me muito acreditar que 2012 será um ano de resoluções e de mudança... 

Ano Novo, novas pessoas, novos desafios... Em 2011 fica o que e quem já não tem mais espaço na minha vida, quem e o que já não me faz bem...
Que venha 2012! 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Partilhas XXII

"Se ao caminhares não te sentires rodeado de pessoas com quem te identificas, as paisagens não te sugerirem boas emoções e, lá ao fundo, não vislumbrares o teu sonho, pára!! Não estás no teu caminho certo. Aceita o que escolheste e vira costas ao conjunto de decisões que tomaste, volta para trás e procura a
primeira saída que pode muito bem dizer: "termina a tua relação", "liberta-te do medo", "procura novas  soluções profissionais" ou "comunica com essa pessoa". De repente, e numa pequena viragem à direita ou à esquerda, perceberás o que é, verdadeiramente, um caminho certo, o caminho da tua felicidade. Atingi-lo não é uma utopia, é uma escolha pessoal"

Hoje não era dia desta frase me aparecer à frente... não podia ter-se dado o acaso de a ter encontrado ontem? 

Há umas semanas percebi que não estava no caminho certo, acho que encontrei uma placa a dizer "aceita, permite-te ser feliz". Resisti e mantive-me no meu caminho, mas a placa voltou a aparecer, e apareceu, e apareceu, até que eu lhe cedi e resolvi virar no sentido que indicava.  Depois de ter virado, de ter sido verdadeiramente feliz por algum tempo, chegou o medo...

"Todos os medos que possas, eventualmente, ter são uma criação da tua cabeça. Eles não são reais no "Agora", estão sim, ancorados a outros momentos da tua vida, com outras pessoas, e que tu fazes questão de trazer ao presente, ainda que estejas num lugar diferente e com outro alguém. Sendo tu, o inventor destes fantasmas, és também tu o único detentor do poder de os dizimar..."
 
Esta segunda frase também a encontrei hoje... e não podia ter sido há uns dias?! É que com o medo, saí deste novo caminho, recuei, voltei à minha zona de conforto e virei as costas a um caminho que me fazia feliz. Por medo, não por medo da guerra que aí podia vir, mas por medo de caminhar sozinha. 
 
Acho que só ontem consegui passar para palavras, que te dirigi, aquilo que não sinto, aquilo que não quero que aconteça, mas aquilo que tem que acontecer.
Hoje permite-me partilhar uma frase que também encontrei... quero partilha-la contigo, como partilhei o encanto e a felicidade do risco:
 
"Tal como existem muitas formas de vida, também existem inúmeras formas de viver. A minha predilecta e aquela onde, por incrível que pareça, assento a minha paz, contém o ingrediente que mais potencia as emoções, o risco. O risco é a graça da vida, é aventura, é o desconhecido, é a busca e a mais valiosa oportunidade para cresceres e te desenvolveres como ser consciente. Quando foi a última vez que arriscaste? O que é que sentiste? Percebeste que, correndo bem ou mal, o risco é a viagem e nunca o resultado? Continuaste a arriscar nesse ou noutras áreas da tua vida? O risco está associado à acção, à coragem, ao prazer, à paixão pela vida, à entrega no “Agora” e implica o abandono do sofá, da rotina doentia em que escolheste movimentar-te e dos padrões em que cresceste. Chamam-me louco, eu respondo-lhes que vivem pouco."

Queria que quiséssemos arriscar outra vez... Queria virar naquela seta e dizer-te: fazes-me feliz, simplesmente quando me permites estar na tua vida... Mas é tarde, tu já saíste daquele caminho, também já voltaste à tua zona de conforto... a diferença é que tu és feliz lá...

Enfim, simplesmente não te esqueças de ser feliz seja em que caminho for. Corre o risco de ser feliz todos os dia!

domingo, 27 de novembro de 2011

Partilhas XXI

Ontem o bolinhas foi-se embora... e com ele uma parte importante dos últimos 4 anos da minha vida... muita coisa foi dita, pensada e feita naquele carro... Ali chorei, sorri, namorei, conversei... comecei e acabei uma relação... ali fiz algumas confissões, ali ouvi algumas confissões...

Aquele carro leva com ele uma carga emocional muito grande... aquele carro foi uma parte importante da minha vida que agora fica arrumada... espero apenas que o novo dono o estime e o VIVA como eu vive... foi mais do que o meu maio de transporte... foi efectivamente um elemento da minha vida...

Ontem chegou a formiga atómica... e com este carro vem uma nova fase... ontem alguém comentou: "carro novo, telemóvel novo, saltos altos... certamente que o casamento é para o ano" Não é certamente, nem para o ano, nem nos próximos... e na verdade, essa não é a nova fase... a nova fase é uma mudança minha, interna... é talvez o momento em que verdadeiramente olho para mim como uma mulher, e não uma miúda... é a fase em que estou a construir o meu caminho e a pensa-lo por mim e para mim.. em que quero dedicar tempo a quem me faz bem... Algures, ouvi falar de selectividade de emoções, e é isso mesmo, vou ser selectiva na escolha das pessoas a quem me dou... porque os outros consomem-nos tempo, energia, afectos e muitos, no final, ignoram-nos e tratam-nos mal...  

Nova fase externa e interna... Novos desafios, pessoais e profissionais... Novas conquistas... novos sonhos... novos desejos... 

Só tu é que ainda não está arrumado no presente ou no passado... ainda não sei se te quero sentir como um sonho presente, futuro ou passado... Mas ontem, ontem queria ter-te ao meu lado, só para me dares dois gritos e fazeres sentir a realidade e o que é realmente importante... ontem, queria o teu casaco pelos ombros para ,e aquecer a alma, no momento em que o meu chão tremeu... E talvez por isso ainda não tenha conseguido decidir se me faz bem ou mal manter-te presente...

Porque o tempo está nas nossas mãos...





domingo, 20 de novembro de 2011

partilhas XX

PERSISTÊNCIA

"Nas lutas diárias da vida, lembra-te de que tudo tem u
m tempo próprio para se realizar.
A árvore mais alta do mundo, um dia foi semente.
O mar gigantesco é formado por pequenos rios que despejam as suas águas num encontro marcado.

A hora do relógio é formada por segundos que se juntam para formar o minuto.
A casa mais bela e rica, um dia foi apenas projecto.
Assim, tudo segue um cronograma e na Lei Divina nada segue aos pulos ou com privilégios, tudo é justiça pura.

Sabendo que o mundo é construído por etapas, que tudo está no seu devido lugar e no devido momento certo, não abandones os teus sonhos, não desistas de lutar pelo teu crescimento.

Refaz os teus planos se for preciso, ajusta-os ao momento actual e agarre-te a Deus.

Acredita na tua força, mas acredita também que nunca estás sozinho; em nenhum momento os anjos te abandonaram, talvez não tenhas deixado que eles se aproximassem, mas eles estarão sempre perto de ti.

Não te assustes com as atitudes das pessoas que te cercam; nem sempre elas estão no seu melhor dia, e todos nós temos o direito de estarmos chateados ou até tristes e sem vontade de falar com ninguém.

Portanto, respeita o indivíduo que existe em cada pessoa; não cries expectativas com a vida dos outros, acabas por te magoar e fazer com que as pessoas se sintam responsáveis por atitudes que só tu esperavas, que tu nem sequer comunicaste à pessoa interessada, apenas desejaste no teu íntimo.
Tudo tem seu tempo!

E o seu tempo de plantar é todos os dias; é a cada minuto. Semeia amor, distribui sementes de carinho e em breve irás ter a maior colheita de felicidade que um ser humano pode ter.

Nada supera o amor, velhas mágoas desaparecem sob a acção do amor; inimigos abraçam-se em nome do amor; parentes afastados reencontram-se em nome do amor, e tu serás abençoado pelo amor que Deus derrama, todos os dias, sobre a tua cabeça em sinal de que
Ele acredita em ti, sempre!"

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Partilhas XIX

Gente Perdida  (Mafalda Veiga)

Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus

Eu fui assim chegando
Sem entender porquê
Já foram tantas vezes tantas
Assim como esta vez
Mas é mais fundo o teu olhar
Mais do que eu sei dizer
É um abrigo pra voltar
Ou um mar pra me perder

Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
Mas sabe que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta

Eu fui entrando pouco a pouco
Abria a porta e vi
Que havia lume aceso
E um lugar pra mim
Quase me assusta descobrir
Que foi este sabor
Que a vida inteira procurei
Entre a paixão e a dor

Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
Gente perdida
Balança entre o sonho e a verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta (3x)

Lá for a o vento
Nem sempre sabe a liberdade
Gente perdida
Mas sabe que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto bebe, dança e ri
Eu trago-te comigo
E guardo este abraço só para ti

E porque esta letra hoje me fez todo o sentido... Desde "Eu fui devagarinho, Com medo de falhar, Não fosse esse o caminho certo, Para te encontrar"  a "Lá fora o vento, Nem sempre sabe a liberdade, Gente perdida, Balança entre o sonho e a verdade, Foge ao vazio"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Partilhas XVIII

"Não é paixão porque não dói, nem atracção porque não inquieta. É um quase tudo mas ainda não é nada, porque não houve tempo."
 
Hoje, ao reler esta frase que andava por aqui num dos apontamentos do meu computador, percebi que não a entendo... ou antes que ela agora não me faz sentido... ou por outro lado me deixa a pensar o que é afinal isto que me está a acontecer. 
 
Hoje, durante o almoço, uma colega de trabalho perguntou-me o que se passava comigo nos últimos dias, que me achava mais inquieta, apenas lhe respondi que não era nada, apenas uma situação que ia para lá de todos os princípios éticos e morais... ao que ela respondeu "quem, tu tens uma situação dessas na tua vida? Tu? Não é possível"... e ela não sabe qual a situação, nem sonha... 
 E se ela pensa assim, como pensaria o resto das pessoas se soubesse o que se passa?

A verdade, é que as pessoas olham para mim e determinam uma serie de coisas que me deviam acontecer, e eu, ao longo destes anos fui vendo isso como o meu próprio plano de vida, agora, começo a perceber que talvez não seja bem assim. Talvez esse plano que os outros acham que deve ser o meu, não seja aquele que me faz feliz... Ainda não sei bem...

Sei que   "É um quase tudo mas ainda não é nada, porque não houve tempo." , espero que haja tempo, espero que venha a ser alguma coisa e estou a ser muito sincera... Tenho medo, não vou negar, mas tenho um bom sentimento quanto a isto, tenho uma grande vontade de ficar e correr o risco. Acho que pela primeira vez estou a escolher por mim e não por aquilo que é correcto socialmente.
Quero estar contigo, quero que seja um "tudo"... Quero pelo menos tentar... Não vou fugir por medo... 

Eu fico e tu?