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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Porquês XVIII


Hoje fica apenas a pergunta:

Porque é que ano após ano esta é sempre das fases mais difíceis do ano para mim? Quando há mais dor e sofrimento? Perdas, lágrimas... Porquê sempre no final do ano?

domingo, 16 de setembro de 2012

Porquês XVII

Olhar para o passado e perceber o que fomos, quem fomos, o que fizemos, o que sonhámos, o que acreditámos que seria o futuro é estranho... mas é um estranho sem um sabor mau... mas também não é um sabor bom... é um sabor... um sabor engraçado... 

Nostalgia de um passado partilhado com pessoas que se forma perdendo e que mais tarde se poderão reencontrar... 

Reencontros inesperados, e inesperadamente desconfortáveis. 

Porque é que tentar voltar a trazer pessoas do passado para o presente é tão difícil? Talvez porque as pessoas mudem e não consigamos assimilar facilmente essas mudanças, talvez porque seja difícil de aceitar que já não somos quem éramos para aquelas pessoas e como tal já não temos o mesmo espaço na sua vida...    

Há momentos em que parece que o passar do tempo não se fez notar e o reencontro é fácil de acontecer, por outro lado, há momentos em que se sente que o tempo torna as pessoas estranhas umas perante as outras...

Porque há momentos em que o passado volta ao presente e nos baralha as ideias, deixando no presente as sombras do passado dificultando ver o que há para além delas... 

Dois estranhos, que um dia forma parte da existência um do outro e que no futuro serão... talvez o resultado das sombras do passado com um respingar de tentativas falhadas de reaparecer no presente... porquê?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Porquês XVI

"O que é que faz uma pessoa desistir de amar? Desistir de sentir saudades, de lutar até ao último suspiro e de se entregar?
Vejo tantas pessoas que não sentem nada.
Nem a felicidade do amor correspondido, nem a dor do amor despedaçado.
Percorrem  um filme a preto e branco, sem a intenção de o colorir.
Prefiro acreditar que os corações às vezes ficam em stand by... à espera de serem salvos."

Quando chega o ponto em que se desiste, quando se deixa de sentir... quando a dor e a alegria se perdem numa confusão de sentires não sentidos, é a ausência de sentido de existência... é a angustia de sentir sem sentir... é desejar sem ter desejo... 

Uma vida, flutuante, sem sorrisos ou lágrimas... uma ferida que não sangra nem cicatriza... 

"lutar até ao último suspiro e de se entregar"... talvez o último suspiro já tenha acontecido, e na verdade se tenha lutado até lá... apenas ainda deambula um corpo por um caminho a preto e branco, onde a vida já se foi e onde já nada mais há para entregar, nem porque que se entregar. 

Há momentos na vida em que o tempo não para, mas a vida parece parar, um pouco como se entrássemos em estado de coma profundo, em que tudo acontece à nossa volta mas quem lá está não se apercebe de nada. 

Mas há situações, em que num momento há uma luz protectora que salva os corações parados e as vidas reservadas... 

Nem sempre há luz, alguns têm a sorte de a encontrar, outros deambulam filme a dentro sem cor, sem cheiro, sem sentimentos... até que um dia a luz que mantém o corpo por cá se apaga e partem, sem terem feito história, sem terem deixado marcas, sem deixarem saudade... 

Corpo e alma, caminham para a ausência da luz...



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Porquês XV

Às vezes a mesma notícia consegue deixar-nos muito felizes e muito tristes... 
Às vezes a mesma notícia consegue deixar uns muito felizes, outros muito tristes...
Às vezes a mesma notícia consegue ser o início e o final de um ciclo...

Notícia... resposta... Há momentos na vida em que esperamos "desesperadamente" pela notícia, pela resposta... é chegado o momento em que ela não chega e cai no esquecimento... e quando já lá está, quando já nada a lembra, ela surge... E com ela vem uma imensidão de lembranças, decisões, confusões... acima de tudo, uma grande desestabilização interior. 

Porque é que as alterações da nossa vida causam tanta resistência e são tão difíceis de acontecer? Porque é que não acontecem no momento em que as esperamos e nos fazem sentido, mas antes quando já as esquecemos?

É estranho que agora tenha medo, quando há uns meses era o que mais desejava... uma nova fase... um novo rumo.. o fechar de portas, o arrumar de lembranças, o evitar contactos dolorosos diários... e agora, quando vejo que isso pode estar tão perto de se resolver, simplesmente tenho medo... por tudo, por todos... pelas consequências a curto, médio e longo prazo... 

Apenas sinto que é um luto, que a ter que acontecer, vai custar a muitos, por razões diferentes e no momento errado... mas talvez, seja agora a fase de perguntar: Porque não?!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Porquês XIV

Amar alguém é das melhor experiências da  vida. É a sensação de que há razão de caminhar, de acreditar, é tudo aquilo que não se consegue escrever ou descrever. Mas há alturas na vida em que temos que ser capazes de deixar de amar. Porquê?

Deixar de amar alguém para nos continuarmos a amar a nós mesmos?! Deixar de amar alguém porque queremos que essa pessoa se ame a ela própria?! Deixar de amar alguém porque esse amor não poderia ser bom para ninguém?!

Porquê?

"Porque é que não te posso ir amando até que tu me consigas amar?" Porque o amor não é assim... Porque não acontece ou deixa de acontecer de forma planeada. Porque quando se ama esse amor não acaba (acredito cada vez mais nisso) e assim sendo não dá para ir amando enquanto se espera que alguém nos venha a amar a nós. Podemos amar sem esperar nada. 

Amar porque sim... porque amar é assim, às vezes fazer o contrário daquilo que temos vontade, às vezes fazer exactamente aquilo que temos vontade.

Acho que comecei a amar-te sem perceber, sem querer, e sabendo que não o devia fazer. Porque é que não te consigo dizer: "vou amar-te calmamente até que o tempo nos leve no caminho que devemos seguir"?!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Porquês XIII

Porque é que há alturas em que socialmente quase que nos é exigido termos um "respectivo"? 

Na verdade talvez isso não seja tanto assim, mas há alturas em que eu sinto falta disso. Ontem, enquanto falava com uma pessoa sobre o seu casamento e ela me perguntava se ia levar alguém, percebi que não e que gostava, verdadeiramente, de ter alguém para levar...

Alguém tem por aí um amigo solteiro que me sirva como "respectivo"? :)


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Porquês XII

"Como estás? Bem!" 
Esta é a conversa mais normal de se ouvir, ao telefone, nos corredores de um centro comercial, na rua, nas escadas da faculdade, nos parques de estacionamento...  

Só hoje acho que já me perguntaram isso uma dúzia de vezes e o dia ainda está longe de chegar ao fim. 

E não, não estou bem... Mas do que valia dizer isto? Ninguém o quer ouvir... Na verdade, a pergunta é feita, porque sim... e dizer que não se está bem, às vezes só nos faz sentir ainda piores. 

Não gosto de estar chateada com ninguém, faz-me sentir ainda pior. Não gosto de ter assuntos mal resolvidos e muito menos conversas por ter.
Ontem, deitei-me a chorar... Não por mim, mas por aquilo que algumas pessoas fazem com a sua própria vida. Como perdem a capacidade de amar os outros, como acham que tudo se resolve se não se falar do assunto. Como pensam que o silêncio e a ausência são a resolução de todos os problemas. 

Porque é que as pessoas não se sentam, não conversam e aí sim, dizem tudo o que têm a dizer e decidem juntos ou separados que caminho seguir?

domingo, 1 de janeiro de 2012

Porquês XI

O ano começou com uma longa conversa, ou um grande desabafo como alguém lhe chamou... E essa conversa deixou-me a reflectir sobre algumas decisões que tinha tomado para este novo ano...

Já me começa a custar escrever aqui, pelas pessoas que têm acesso a este blog, pela leitura que fazem daquilo que escrevo, pelas consequências que aquilo que lêem tem nas nossas vidas...
Estou a ponderar acabar com o momentos e reflexões... ele deixou de ser o espaço onde eu escrevo sem capas... ou melhor, continua a ser, simplesmente algumas vezes impeço-me de escrever porque a pessoa "a" pode vir, ler e interpretar mal...

Porque talvez seja tempo de fazer uma arrumação no armário que é a alma, e doar os sapatos que são as pessoas e as lembranças que já não me servem...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Porquês IX

Porque hoje estava sentada a escrever um novo projecto de intervenção e percebi que me apetece fazer qualquer coisa diferente de tudo o que tenho feito até aqui. 
Porque quando estava a finalizar o trabalho, o fechei e comecei um novo. Deixei esta cidade e parti para outra, e delineei todo um novo projecto de intervenção num outro ponto deste país... A escolha desse novo local, foi, conscientemente, motivada por uma experiência de há quase dez anos, da recordação dessa experiência e do reconhecimento de que este projecto poderia fazer todo o sentido nessa região. Talvez inconscientemente tenha a ver com o local onde eu queria estar agora, onde está uma dúvida importante da minha existência, onde eu poderia, mais facilmente encontrar  a resposta a esta pergunta que não me abandona há uns tempos.

Depois de terminar a elaboração do projecto, de o reler, de o partilhar com alguém que não tem nada a ver com a área de intervenção, nem com a zona, apenas no sentido de perceber se ele era perceptivel, percebi que me apaixonei por esta novo projecto e pela hipotese de ganhar asas e voar. 

Repentinamente, aquilo que sempre disse que não me fascinava, passou a deixar-me entusiasmada. Sair daqui, da zona de conforto, criar um projecto meu, numa zona que me deixou boas recordações e onde sinto que está a resposta a algumas das minhas inquietações, é agora uma ideia entusiasmante e que quero amadurecer, com tempo, com calma, com pés na terra e braços no ar... com razão e emoção no peso certo...

Porque é que às vezes num instante tudo o que tivemos com certo e como o nosso caminho deixa de fazer sentido?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Porquês VIII


Hoje apenas me pergunto: Porque é que sinto, efectivamente, a tua falta?

domingo, 2 de outubro de 2011

Porquês VII

Porque é que a vida nos está sempre a trocar as voltas? Porque é que nos apaixonamos pelas pessoas erradas? 

Para aqueles que me conhecem deve parecer estranho escrever isto hoje, e provavelmente irão associa-lo à pessoa e à situação errada e sabem porquê? Porque tudo muda e a vida é inconstante...

Reapareces-te no momento errado da minha vida e da tua, porque que é que vieste baralhar esta cabeça agora? 
Que devo fazer eu agora? Só queria ficar sossegadinha no meu cantinho, a viver o dia a dia sem grandes agitações, era isso que queria nos próximos meses...

Apareces, agitas as águas, deixas tudo num atormenta e depois começa a fugir, mas depois voltas e depois voltas a fugir... não entendo... que queres tu afinal? Deixar-me doida? Pois bem, estás mesmo a conseguir...
Porque é que as pessoas certas aparecem nos momentos errados da nossa vida? 

Desculpa, mas agora não posso ficar para ver o que poderia acontecer... desculpa, mas não estou com estabilidade suficiente para isso... Por isso, deixa me ir, não me prendas... deixa-me seguir, quem sabe lá à frente no caminho nos reencontremos novamente, mas desta vez no momento certo... Acredita que farei por isso... mas agora, agora não forces... não me queiras ter como estou agora, seria apenas um processo de tortura para todos...

Mais à frente... se os caminhos se voltarem a cruzar... mais à frente... não aqui no meio da tormenta... 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Porquês VI

"Viver aquilo que se busca e acreditar no que se escolhe esse deve ser sempre o segredo para vencer."

Era assim que devia ser, mas esta sociedade que tem a mania da hipocrisia e do "fazer parecer" estraga tudo... obriga-nos a viver segundo padrões que em nada nos fazem felizes... leva-nos a ter que ser aquilo que parece bem... 


Eu que sempre acreditei no Homem, começo cada vez mais a detesta-lo...


Se eu busco a felicidade e a harmonia então é isso que vou viver e se acredito que só o vou alcançar quando lutar por mim mesma, mesmo que para isso tenha que ir contra tudo e todos, então assim será... 


Ainda que dependa dos outros para algumas coisas, a vida é minha e quando acabar não volta, esta é a oportunidade que tenho para VIVER, para ser feliz, para ser EU... Eu, sou eu e não quem os outros querem fazer de mim...


Porque sou eu que terei que viver com as dores de seguir o que a sociedade me impõe eu escolho seguir o que eu quero!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

porquês V

Às vezes desejas coisas que não podes ter...às vezes há perguntas que não vale a pena fazer porque já sabemos a resposta... nem sempre temos que sair de onde estamos para seguir em frente, basta olharmos em volta e reinventar o que já temos...


Desejo recomeçar, sentir que já me és indiferente, que o nosso passado está guardado dentro de uma caixinha e não vai saltar de lá de cada vez que te olho nos olhos... Não sei se tenho força para te manter na minha vida sem continuar a lutar por aquilo que, ainda, desejo... Não sei por quanto tempo vou conseguir segurar a parte dos meus sentimentos que não correspondes e dos quais não queres mais falar... não sei...
A ti, podia perguntar se te arrependes de algumas decisões que tomaste no passado, mas sem que o fizesse já me disseste que sim... podia perguntar-te se me queres manter na tua vida, mas eu sei que sim, não tens que responder... podia perguntar-te se gostas mesmo de mim como uma irmã... mas o teu olhar depois do nosso último almoço mostrou-me tão claramente que sim...
Aos dois quero dizer que vou seguir em frente, podem ter a certeza que vou... ainda não percebi muito bem como é que vou reinventar o que já tenho... por isso é que estou a fazer tanta asneira nos últimos tempos... esta coisa da tentativa e erros nem sempre corre bem...

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Preciso de me manter equilibrada e não estou a conseguir, isso tira-me do sério... gosto de controlar os meus passo e antecipa-los... hm... nos últimos tempos não tenho conseguido fazer nada disto... pior, tem sido o medo a comandar quase tudo... Avanço...fico com medo... recuo como um bebé... arranjo mil desculpas para ter recuado... acabo por revelar que tive medo... acabam por me compreender... e eu continuo na mesma...

O que mais me preocupa? Deixar que o medo passe a decidir tudo por mim... Medo de me magar, medo de falhar, medo de magoar alguém, medo de errar, medo de não ser capaz, medo... medo...medo...

Só preciso que saibam que me fazem falta independentemente das asneiras que tenho vindo a fazer...

sábado, 23 de julho de 2011

porquês IV

Algures no tempo a vida troca-nos as voltas e mostra que não controlamos nada, que não temos o futuro nas nossas mãos e que num segundo tudo muda.

Na verdade devíamos estar conscientes da efemeridade da vida e não estamos. Passamos os dias a fazer planos a construir sonhos, a pensar no que queremos fazer daqui a 2 anos, no que vai acontecer no jantar da próxima semana... E AGORA? O que vai acontecer agora?

Esta semana perguntei-me diversas vezes se faz sentido mantermos estas pequenas guerrinhas do dia a dia, se faz sentido esconder aquilo que sentimos porque revela-lo pode fazer-nos sofre... e... e não sei... Depois de ler o que escrevi até aqui, seria fácil responder que deveríamos viver o agora pensando que pode tudo acabar aqui... mas... mas pode não acabar, e se não acabar temos que ter consciência das consequências das nossas atitudes...

Porque é que temos medo? Porque é que eu tenho medo?

Porque é que te quero comigo outra vez e não posso senti-lo e muito menos revela-lo?

simplesmente: porquê?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

porquês III

No decorrer deste fim de semana "caiu uma ficha"... andei todas estas semanas a negar, mas... é verdade, é lamentável reconhece-lo... fui usada... bolas...

"Eu disse-te para teres cuidado, ele só precisou de ti enquanto não tinha ninguém com quem falar. Assim que teve deixaste de fazer falta"

puf... é verdade... por mais que as cartas estivessem sempre na mesa, houve uma necessidade de me fazer acreditar que havia sentimentos puros e sinceros do outro lado e... e não havia... Não estou a acusar ou a julgar, estou apenas muito desiludida... dei-te parte de mim... aquilo que dou a poucas pessoas, conheceste-me como poucos conhecem e depois viras as costas assim?! sem uma palavra...

Na verdade, estou feliz, estou bem... foi só mais uma bofetada da vida, só não a esperava de quem me disse que já tinha passado por muitas desilusões com amigos... pois bem... acabaste por fazer o mesmo como amigo...

Não te guardo rancor ou mágoa... apenas te deixo fechado, bem fechado num sitio onde não quero mais voltar...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Porquês II

Hoje tinha pensado escrever tanta coisa, queria criar 3 novas categorias: leituras; eles; crianças...

Mas apenas quero dizer que estou triste... e hoje é apenas isso... estou triste... muito triste... nem blog, nem conversas, nem chá, nem colo da mãe, nada resolve...

Limito-me a chorar e abraçar-me a mim mesma...

Como dói dizer Adeus quando queremos pedir: fica comigo, ao meu lado, não me abandones, não me deixes ir...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Porquês I

Há momentos na vida em que simplesmente nos apetece fazer o tempo parar, respirar fundo, e seguir em frente revitalizados...
Neste cantinho quero fazer isso... parar... respirar... voltar ao mundo com força...

Uns dias os momentos serão bons e as reflexões alegres, outros nem tanto. Na vida tudo é assim, uns dias melhor, outros menos bons.



"A vida não passa de um instante, mas basta este instante para empreendermos coisas eternas."
(E. Bersot)